As capelas de Santa Rita e São José no Bracuí de Angra dos Reis |
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O casarão da fazenda Bracuí em Angra dos Reis possuía um oratório interno dedicado à Santa Rita. A imagem da santa de quase 1 metro de altura ornava o altar. O altar foi transferido para a capela junto com a imagem da santa. Os moradores mais antigos dizem que esta estátua foi roubada e substituída por outra, que recentemente foi restaurada e se encontra no museu em Angra. Acreditam que a documentação da doação dos quinhões de terra aos escravos estava dentro da estátua que foi roubada. O Sr. José Adriano, descendente de escravos em entrevista a Sandra Bragatto (1996), comenta sobre a igreja de São José e seus dois cemitérios: um feito pelo comendador José Breves e o outro mais recente feito pela Prefeitura Municipal de Angra dos Reis. Os moradores do Bracuí, nas terras da fazenda eram enterrados no cemitério construído pelo Breves, e os de fora no da Prefeitura. O orago de São José homenageia o comendador José Breves e o de Santa Rita, sua mulher Rita Clara de Moraes Breves. No testamento de José Breves, os descendentes, ex-escravos e agregados receberam quinhões de terra que ultrapassam os 290 alqueires geométricos. Esta terra foi perdida, expropriada, vendida, tomada à força. A área que foi destinada aos quilombolas de Bracuí - por testamento - é de 14.152.000 m2 (quatorze milhões de metros quadrados) equilvalente a 1400 campos de futebol. Hoje, se a ARQUISABRA - Associação dos Remanescentes de Quilombo de Santa Rira do Bracuí, que representa os moradores quilombolas, não possui 5 alqueires dos 290 doados por José Breves. A luta continua para que direitos sejam respeitados. |
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